
Após quase um mês sem postar (uma espécie de férias do blog) volto a escrever para cá.
Nas férias de julho me senti na obrigação de aprender um pouco mais sobre cinema, após algumas aulas na faculdade. Uma das minhas primeiras escolhas foi logo a trilogia O poderoso chefão.
O filme é espetacular. Realmente chama a atenção como Al Pacino é um ótimo gângster. Parece que ele tem o dom para interpretar homens com personalidade. Talvez por que ele também a tenha.
Porém apenas um mês depois percebi por que a trilogia de Coppola me chamou tanta a atenção. O Poderoso Chefão é simplesmente a história de alguns dos homens mais importantes do nosso país!
Tudo que acontece em boa parte da alta cúpula de nossa sociedade pode ser resolvida com um contato. Tudo são apenas negócios.
O caro leitor deve estar pensando por que cheguei a essa conclusão e eu a explicarei. Veja José Sarney. Um homem com o passado sujo. Envolvido com a ditadura, golpes militares e um ex-presidente que agora comanda o Senado. Acusações sobre familiares empregados e pagos com o dinheiro público aparecem. A mídia cai em cima, e o que acontece depois? O jornal O Estado De São Paulo é proibido de publicar qualquer matéria sobre a operação Boi Barrica que investigava o senhor José Sarney. Quem resolveu tomar essa decisão? Décio Vieira, o desembargador que costumava frequentar festas da família Sarney. O presidente do Senado brasileiro se comportanto como um verdadeiro mafioso! Você leitor sabe como o ex-presidente escapou dessa? Lula ajudou a arquivar toda essa confusão que se formava sobre Sarney. Uma mão lava a outra não é, Dom Corleone?
Infelizmente, quando eu pensava que séria apenas essa comparação que eu conseguiria, topo com uma entrevista de Eurico Miranda. O ex-presidente do Vasco da Gama falou com Fernando Fernandez, no quadro Papo de Boleiro. Pronto! Parecia que um Tataglia estava falando! Um dos homens mais polêmicos do futebol brasileiro disse que a divida nos cofres do time crusmaltino não foram dele! Foram do Vasco! Poxa senhor ex-presidente, quando se está no comando de um clube, que deve ser tratado como uma empresa, no momento em que se está no comando as dívidas são de sua responsabilidade. Quando o senhor deixa uma empresa no déficit a responsabilidade foi sua e de quem estava no comando. Ainda na entrevista disse que ajudou Ricardo Teixeira a se eleger presidente da CBF. E é assim que eles fazem. Trocam favores e se mantém no comando por quanto tempo querem. Eurico em suas eleições fraudulentas fazia sócios do clube que já haviam falecido votar nele! Tá ai um presidente que levanta até defunto!
É nessas e outras que o nosso país não vai para frente. Paramos em gente como esses dois que não deixam que nada seja feito, e pior, por trás desses homens existem pessoas muito fortes que díficilmente serão removidas. O importante é não dar tempo para pessoas como eles, como Roberto Dinamite fez no Vasco, porque uma hora esses ditadores irão cair seja por bem ou por mal.